04 março 2018

A esperança que há em Jesus 7



Mantenham-se firmes

Portanto, meus amados irmãos, mantenham-se firmes, e que nada os abale. Sejam sempre dedicados à obra do Senhor, pois vocês sabem que, no Senhor, o trabalho de vocês não será inútil. 1 Co. 15.58

Portanto...

Esse verso é a conclusão dos argumentos de Paulo. Uma exortação final diante de tudo o que ele apresentou até agora. Vamos ouvir o Espírito de Deus tem a nos dizer?

Amados irmãos...

O evangelho coloca todos que receberam a Jesus com seu senhor e salvador na condição de irmãos. Fomos incluídos na família de Deus mediante a fé em Jesus, pela ação do Espírito Santo que gerou em nós, os que creem, uma nova natureza inclinada para Deus.

Essa ligação não depende de nós, mas da vontade de Deus. Não podemos escolher nossos irmãos. Somos simplesmente apresentados a eles como o fato consumado. Paulo diz que os irmãos de Corinto são amados, porque irmãos são chamados a um relacionamento de amor.

(1) Certamente, em algum lugar, ainda se cata o feijão antes de colocar para cozinhar. Mas nossos irmãos em Cristo não podem ser tratados assim. Se Deus, aquele que tem poder para salvar, não faz acepção de pessoas, porque nós faríamos,

(2) Você tem irmãos e irmãs? Está em paz com eles? Se não está, que tal começar a orar pedindo a Deus que lhe oportunidade para acertar as arestas. Esses relacionamentos não podem se jogados na lata do lixo.

...mantenham-se firmes...

Em que os irmãos de Corinto deveriam permanecer firmes? Penso que Paulo aqui está se referindo à importância de estarmos seguros e bem fundamentados na convicção sobre a ressurreição de Jesus e certeza de nossa própria ressurreição.

Não abandonem os fundamentos! Eles foram estabelecidos pelo próprio Jesus e por aqueles que testemunharam sua vida, morte, ressurreição e assunção. O Espírito Santo, enviado para nos consolar e ensinar é quem confirma essa esperança em nós. Olhem além! Não se satisfaçam apenas com esta vida! Não acreditem em Deus apenas para esta vida!

...e que nada os abale.

Os coríntios estavam sendo seduzidos por outras vozes, diferente da doce voz do Espírito de Deus. Eles estavam dando ouvidos a pensamentos e ideias que eram bem diferentes da herança deixada por Jesus e seus discípulos. Paulo os encoraja a não se deixar abalar por essas ideias.

Nós também somos o tempo todo assediados por ideias bem diferentes daquilo que Jesus ensinou. É preciso discernir essas vozes para saber como resistir aos assédios.

Nenhum soldado sai para a guerra sem seus equipamentos; de certa forma, vivemos uma guerra, mas de opiniões, convicções e pontos-de-vista, por isso não podemos agir como tolos. Precisamos buscar na Palavra de Deus o ensino que nos ajudará a não sermos abalados.

Sejam sempre dedicados à obra do Senhor,

A convicção a respeito da ressurreição e a esperança na eternidade com Jesus tornam possível que nós nos dediquemos à obra do Senhor. Convicção e esperança não são um fim em si mesmo elas são instrumentos de Deus para que nós possamos nos juntar a Deus naquilo que ele está realizando no mundo.

A obra de Deus é o estabelecimento do seu reino entre nós. É anunciar a falência dos esforços humanos para fazer desse mundo um lugar de paz. É anunciar o fracasso do projeto humano para uma vida sem Deus. É falar de Jesus, o caminho de volta para a Deus. É participar na restauração da confiança no amor gracioso revelado na cruz. É ajudar às pessoas que creem a viver nessa vida de forma sensata, justa e prudente, enquanto esperamos a volta daquele que nos deu vida.

...o trabalho de vocês não será inútil.

Não é raro, em meio, a uma vida de serviço a Deus, sermos assediados pelas dúvidas a respeito do resultado de nossa dedicação. Será que realmente vale a pena? Se o que estamos fazendo é a nossa obra, se o empreendimento é nosso, a dúvida é legítima. Mas se é a obra do Senhor, se o Reino de Deus, a palavra de Deus, o povo de Deus, então devemos aquietar o coração. Nosso trabalho não será em vão!

Quando nos juntamos a Deus naquilo que ele está fazendo, o resultado de nosso trabalho é garantido. Porque é ele mesmo que fará crescer e frutificar as pequenas sementes lançadas no coração das pessoas.

Minha oração é para as reflexões sobre esse capítulo 15 de Coríntios nos sirvam de alimento para o dia-a-dia, consolo nos dias difíceis e alerta para a caminhada.

18 fevereiro 2018

A esperança que há em Jesus 6



Como ressuscitam os mortos?

50Irmãos, eu lhes declaro que carne e sangue não podem herdar o Reino de Deus, nem o que é perecível pode herdar o imperecível. 51Eis que eu lhes digo um mistério: Nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, 52num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta. Pois a trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis e nós seremos transformados. 53Pois é necessário que aquilo que é corruptível se revista de incorruptibilidade, e aquilo que é mortal, se revista de imortalidade. 54Quando, porém, o que é corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal, de imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: “A morte foi destruída pela vitória”. 1 Co 15. 50-54

Nossa esperança em relação à eternidade com Cristo está fundamentada na própria ressurreição do Senhor e em sua promessa de nos levar para si, para que estejamos onde ele estiver.

A esperança da eternidade deixa claro que o evangelho de Jesus não é apenas para esta vida. Nossos olhos e nossa mente não podem deixar de lado essa dimensão do evangelho, sob pena de vivermos vidas miseráveis, como afirmou Paulo.

Logo no começo do nosso texto, Paulo conclui seu raciocínio sobre as diferentes naturezas criadas por Deus deixando bem claro o entendimento dele de que o corpo que receberemos para usufruir a eternidade não é igual a este que temos agora. Vimos isso no domingo passado quando estudamos as passagens sobre a natureza do corpo de Jesus após a ressurreição.

– Quando isso vai acontecer? – Perguntavam os discípulos uns aos outros.
– Quando Jesus vier buscar os seus!
– E aqueles que estiverem vivos? O que vai acontecer com eles?

Paulo e muitos outros irmãos achavam que a segunda vinda de Jesus seria rápida. Alguns achavam eles ainda estariam vivos. Então, a pergunta era pertinente, porque o assunto era ressurreição. Ora, mas quem está vivo não precisa ressuscitar.

É nesse ponto que o apóstolo dos gentios compartilha uma revelação da parte de Deus. Um mistério sobre o qual ele não tinha muitos detalhes, mas que precisava compartilhar:

 51Eis que eu lhes digo um mistério: Nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, 52num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta. Pois a trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis e nós seremos transformados.

Que maravilha! Dois eventos quase simultâneos: a ressurreição dos mortos e a transformação dos vivos, de maneira que todos serão revestidos de um corpo que nos permitirá viver a eternidade.

Essa é uma palavra de Esperança, irmãos! Não fomos esquecidos por Deus aqui neste mundo. Está tudo planejado. Ninguém irá apressar esse momento glorioso, nem tampouco atrasá-lo. Pois a trombeta soará no momento certo e será dada a ordem para que os mortos ressuscitem e os vivos sejam transformados.

Assim como os irmãos de Corinto, os da cidade de Tessalônica também estavam confusos sobre esse assunto. Eles estavam tristes, e se entristeciam ainda mais quando se lembravam que vários irmãos morreram em prisões, alguns foram queimados como tochas humanas, outros morreram sob açoites e alguns foram despedaçados nas arenas dos leões. Simplesmente porque decidiram não negar o nome de seu salvador.

O que será deles? Será que algum dia nós os veremos novamente? Será que a morte não é mesmo o fim de tudo? De repente, os irmãos estavam perdendo a esperança, porque começaram a crê em Deus apenas para esta vida. Veja o que eles ouviram do apóstolo Paulo.

13Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança. 14Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem.15Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem. 16Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; 17depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor. 18Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras. 1 Ts 4.13-18

Em relação aos crentes em Jesus que já morreram, chegará o dia em que todos eles serão ressuscitados e receberão novos corpos preparados para a eternidade.

No cronograma de Deus eles têm preferência. Depois, os que estiverem vivos à época da volta do Senhor serão transformados e arrebatados para o grande encontro.

Esse será realmente um grande encontro! Homens e mulheres de todas as línguas, povos, nações e épocas reunidos em uma grande festa. Jesus será o centro da festa, mas tem muita gente que certamente eu vou procurar por lá

Quero falar com o homem de Gadara que foi liberto por Jesus. Com Barnabé... eu quero ouvir as histórias daqueles primeiros dias, quando ele procurou o perseguidor Saulo e apresentou com o irmão Paulo. Quero ouvir de Jonas sobre a pregação em Nínive e o arrependimento da cidade inteira. Quero ouvir Martin Luther King falar sobre como foi permanecer firme em defesa da humanidade dos negros.

Mas tenho outra pessoa que quero encontrar por lá: minha avó Alzira. Lembro de sua vida de oração, do seu compromisso com o sustento da igreja (envelope preenchido), da sua fé em Jesus:

Em nada ponho a minha fé
Senão na graça de Jesus
No sacrifício remidor
No sangue do bom salvador

Será um reencontro maravilhoso, não tenho dúvida! Por isso o texto bíblico nos diz: consolai-vos uns aos outros com estas palavras, diz o apóstolo Paulo!

52num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta.

Quando terminar essa vida
e lá no céu eu chegar
Haverá uma multidão de irmãos
esperando pra me abraçar,

E perguntarão a uma voz,
voltados para mim
Oh conta-nos como você irmão,
venceu e chegou aqui.

E falarei, e cantarei de Jesus que me amou
E que por este pecador a si mesmo se entregou.
Foi graça, graça, superabundante graça
Foi Graça, graça, preciosa e doce graça.

Foi graça irmãos, Graça irmãos,
eu vos digo que foi assim
Foi só pela graça de Jesus
Que eu venci e cheguei aqui.

Celebração da Ceia do Senhor

Nessa grande festa, haverá um momento especial. Jesus falou desse momento quando celebrou a primeira Ceia com seus apóstolos:

Enquanto comiam, Jesus tomou o pão, deu graças, partiu-o, e o deu aos discípulos, dizendo: “Tomem; isto é o meu corpo”.Em seguida tomou o cálice, deu graças, ofereceu-o aos discípulos, e todos beberam. E lhes disse: “Isto é o meu sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos. Eu lhes afirmo que não beberei outra vez do fruto da videira, até aquele dia em que beberei o vinho novo no Reino de Deus”. Mc 14.22-24

A ceia nos foi deixada como um memorial do amor de Deus por nós, irmãos. Celebrar a ceia é manter viva na memória a maior demonstração de amor que esse mundo já viu.

Quem pode participar: todos que um dia entregaram sua vida a Jesus, que o receberam como seu Senhor e Salvador e estão em comunhão com a Igreja de Jesus. 

De que maneira participar: discernindo, isto é, compreendendo a natureza dessa celebração.

·     Memorial da morte vicária de Jesus
·     Celebração da unidade da Igreja
·     Anúncio da esperança da ressurreição

Examine-se cada um a si mesmo, e então coma do pão e beba do cálice.

Pois recebi do Senhor o que também lhes entreguei: Que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão e, tendo dado graças, partiu-o e disse: “Isto é o meu corpo, que é dado em favor de vocês; façam isto em memória de mim”.

Da mesma forma, depois da ceia ele tomou o cálice e disse: “Este cálice é a nova aliança no meu sangue; façam isso sempre que o beberem em memória de mim”. Porque, sempre que comerem deste pão e beberem deste cálice, vocês anunciam a morte do Senhor até que ele venha.